Como universalizar o Ensino Superior

Tenho essa ideia há anos, mas não sei se é realmente viável, principalmente se falarmos de leis, se é constitucional ou não.

Vamos começar com fatos. No Brasil, não existe vaga para todos em universidades públicas. E quem realmente frequenta a universidade pública? Quem teve uma boa educação, que na maioria dos casos está associada ao dinheiro.

A minha proposta é que não existam cursos universitários gratuitos, todos sejam pagos, inclusive nas universidades públicas.

Como funcionaria?

Uma pessoa de baixa renda que queira estudar em uma universidade pública estudaria sem gastar seu dinheiro, pois não tem naquele momento. Porém, depois de formada, pagaria o curso. Teríamos que estipular um prazo e uma carência, mas pagaria algo. Mas teria alguns que mesmo assim, não querem pagar. Esses poderiam pagar com serviço a comunidade ou até a própria universidade.

As pessoas mais bem abastadas cursariam nas universidades públicas e pagariam como se tivessem nas universidades privadas. Assim, teria mais dinheiro para investir nas próprias universidades.

Mas não termina por ai, temos pessoas pobres que não conseguiram ser aprovadas nas universidades públicas. Como esses frequentariam a universidade? Eles poderiam frequentar as universidades privadas financiando os estudos com o dinheiro de quem é abastado e decidiu estudar na universidade pública.

E por fim, quem tem condição financeira e deseja estudar na universidade privada, continua pagando-a normalmente.

Confuso? Não acho. E mais, quando pagamos por algo, valorizamos mais ainda.

Problemas? Quem vai administrar esse dinheiro, já que no Brasil sempre há a corrupção. Por outro lado, temos que acreditar que é possível.

Sobre peixotmarc

Conheceu seu primeiro computador com 10 anos, era um TK2000, ligado numa TV Philco-Ford preta e branco. Comprava revistas e digitava os códigos fonte e gravava os jogos numa fita K-7 . Aos 12 anos começou a programar em DBase III, informatizou os boletins do colégio onde estudava com a ajuda do seu irmão de 15 anos. Aos 18, resolveu formalizar toda a bagagem de conhecimento que tinha em informática indo para a Universidade. Trabalhou como suporte técnico em fumageira e desenvolvedor em software house. Descobriu que as multinacionais eram os bancos públicos da década de 80 e 90 e hoje trabalha em uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Estuda e pelo menos tenta aplicar métodos ágeis para ter mais tempo para o que acha mais importante na vida: sua família linda.
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