O que realmente se aprende no curso superior em Informática

Homer Simpson e a informática

Trabalhando com informática, sempre acabamos esbarrando em todo o tipo de profissional, desde os que são realmente fora de série até alguns que são realmente medíocres.

Como a profissão de informática não é reconhecida, não temos nada que consiga nivelar e reduzir esse tipo de problema.  Temos que conviver com isso e para tentar minimizar, muitas vezes aumentar o controle pelo que é feito por terceiros, por exemplo.

Volta e meia, converso com alguém que tem a vontade de trabalhar com informática e me pede um conselho. Não sabe se faz curso superior ou faz um curso de alguma linguagem de programação que está em alta no mercado. Eu dou sempre o mesmo conselho.

Primeiro descubra se realmente é isso que queres, é chato ficar, às vezes, mais de 8 horas na frente de um computador. Tu não vai ficar fazendo arquivos em um editor de texto, navegando na internet muito menos jogando. É um trabalho de muita responsabilidade, onde é preciso, como toda a profissão, amar o que se faz.

dBase III - Meu primeiro livro de programação

Mas não é só isso, o curso superior de informática não vai te ensinar a programar em alguma linguagem de programação, ou a configurar um roteador. Ele vai te ensinar a ver os problemas de outro ângulo. E mais, vai te ensinar a aprender, ou seja, pegar um livro, ler e entender uma nova linguagem de programação sozinho. Por isso é tão importante formar uma base de conhecimento, apredendo, por exemplo, a programar usando apenas papel e lápis. Ou quando surgir um novo método de gerenciamento de projeto, vai ser muito mais simples de entender.

Ver os problemas de maneira sistemática e ser flexível a ferramentas e processos que são os pontos mais importantes que aprendemos na universidade. E quando precisamos interagir com profissionais sem esse conhecimento que vemos como eles são importantes.

Sobre peixotmarc

Conheceu seu primeiro computador com 10 anos, era um TK2000, ligado numa TV Philco-Ford preta e branco. Comprava revistas e digitava os códigos fonte e gravava os jogos numa fita K-7 . Aos 12 anos começou a programar em DBase III, informatizou os boletins do colégio onde estudava com a ajuda do seu irmão de 15 anos. Aos 18, resolveu formalizar toda a bagagem de conhecimento que tinha em informática indo para a Universidade. Trabalhou como suporte técnico em fumageira e desenvolvedor em software house. Descobriu que as multinacionais eram os bancos públicos da década de 80 e 90 e hoje trabalha em uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Estuda e pelo menos tenta aplicar métodos ágeis para ter mais tempo para o que acha mais importante na vida: sua família linda.
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