Por que tem gente que sente saudade do Sarney e da maconha

José Sarney - 31º presidente do Brasil

José Sarney - 31º presidente do Brasil

Primeiramente, isso não é uma apologia ou uma discussão política. Inclusive, nem gosto de falar de política.

Um dia desses, ouvi a seguinte frase que me chocou muito: “Que saudade do Sarney e da maconha”.  Logo que ela foi dita, teve alguns segundos de silencio, muita gente deve ter ficado chocada como eu.

Após alguns instantes, ela foi explicada pelo interlocutor. Ele foi dizendo: “Vocês se lembram dos anos 80? O único político que tinhamos para odiar era o Sarney. E drogas? Só existia a maconha.”

Realmente, a simplicidade dos problemas era menor. Na década de 80 Foi quando iniciou o processo de redemocratização do país depois de anos de ditadura. Tancredo Neves foi eleito com mais de 72% dos votos. Porém, morreu e Sarney assumiu a presidência. Foram anos conturbados para o Brasil: crise econômica, hiperinflação e moratória, Plano Cruzado, Plano Bresser e o Plano Verão. Ainda me lembro de alguns pronunciamentos dos novos planos econômicos feitos pelo Sarney, era pequeno, mas me lembro.

E hoje? Se pedirmos para alguém citar exemplos de políticos que não tem um desempenho satisfatório, quantos teremos?

Bob Marley apresentação ao vivo, em 1980

E as drogas? Naquela época, principalmente nas localidades menores. Existia apenas a maconha. Poderia até existir outras drogas como a cocaína, LCD e etc. Mas elas eram restritas aos grandes centros como Rio de Janeiro ou São Paulo.

Mas hoje em dia, existe o crack em qualquer esquina, comprado a 5 reais a pedra, que vicia no máximo na segunda vez que o utiliza. As pessoas simplesmente perder o norte, roubam tudo que veem pela frente. Além disso, se recupera menos de 5% dos viciados. Em outras palavras, precisa tentar desintoxicar 20 pessoas para ter 1 sucesso.

Depois de tudo isso, realmente dá para entender porque as pessoas sentem saudade do Sarney e da maconha.

Sobre peixotmarc

Conheceu seu primeiro computador com 10 anos, era um TK2000, ligado numa TV Philco-Ford preta e branco. Comprava revistas e digitava os códigos fonte e gravava os jogos numa fita K-7 . Aos 12 anos começou a programar em DBase III, informatizou os boletins do colégio onde estudava com a ajuda do seu irmão de 15 anos. Aos 18, resolveu formalizar toda a bagagem de conhecimento que tinha em informática indo para a Universidade. Trabalhou como suporte técnico em fumageira e desenvolvedor em software house. Descobriu que as multinacionais eram os bancos públicos da década de 80 e 90 e hoje trabalha em uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Estuda e pelo menos tenta aplicar métodos ágeis para ter mais tempo para o que acha mais importante na vida: sua família linda.
Esta entrada foi publicada em Opinião com as etiquetas , , . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s