Crianças são incentivadas a ler e escrever desde cedo, com 7 anos já sabem todo o alfabeto. Eu não sabia, e daí?

Formalismo da educação

Formalismo da educação

Eu fiz 2 anos de pré-escola, com 5 e com 6 anos. Já entrei na antiga primeira série com 7 anos. O que eu sabia? Sabia desenhar, brincar, ou seja, me divertir. Depois dessa fase da pré-escola, pelo menos no Brasil e principalmente em escolas privadas, começa um formalismo de aprender, sentar em fileiras, notas, cobranças e etc.

O que quero dizer com tudo isso? Que pelo menos metade do teu dia vai ter que ser dedicado aos estudos, já não tem mais aquele tempo todo para brincar, e isso mais se propagar pelos próximos 12 ou mais anos da tua vida.

E o que me assusta quando vejo esse tipo de frases? É que estão cortando uma parte importante da formação dos indivíduos. Mesmo nos tendo agora 9 anos formais de ensino fundamental, não podemos esquecer que o primeiro ano, ainda é uma pré-escola, que as crianças devem ter como primeiro objetivo a diversão e priorizar o aprendizado lúdico.

Na fase da pré-escola deve priorizar o lúdico

Na fase da pré-escola deve priorizar o lúdico

A pré-escola não tem repetir, passou, passou. Mas essa fase é uma das fases mais importantes do cidadão que deve ser moldada de forma divertida e não podemos medir isso apenas porque a criança sabe ler ou não. Mas sim se tem um convívio social, se relaciona bem com crianças de várias idades, que tem coordenação motora para começar a aprender a escrever, para praticar esportes e se desenvolver.

Então, não incentive as crianças a lerem e a escreverem desde cedo, isso vai ter muitos anos para aprender, ontem mesmo vi uma senhora que estava aprendendo a ler e escrever aos 100 anos. Incentive sim a criar uma inteligência social e um senso de cidadania.

Imagens:

http://www.flickr.com/photos/ahkitj/12771814/

http://www.flickr.com/photos/alstonfamily/2235640395/

Sobre peixotmarc

Conheceu seu primeiro computador com 10 anos, era um TK2000, ligado numa TV Philco-Ford preta e branco. Comprava revistas e digitava os códigos fonte e gravava os jogos numa fita K-7 . Aos 12 anos começou a programar em DBase III, informatizou os boletins do colégio onde estudava com a ajuda do seu irmão de 15 anos. Aos 18, resolveu formalizar toda a bagagem de conhecimento que tinha em informática indo para a Universidade. Trabalhou como suporte técnico em fumageira e desenvolvedor em software house. Descobriu que as multinacionais eram os bancos públicos da década de 80 e 90 e hoje trabalha em uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Estuda e pelo menos tenta aplicar métodos ágeis para ter mais tempo para o que acha mais importante na vida: sua família linda.
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