Adotar um animal: Os bons pagam pelos ruins

Adoro animais, cresci com cachorros em casa e não consigo ficar nenhum dia sem cachorro. Só viajo se meu cachorro pode me acompanhar, ou na pior das hipóteses, alguém que conheço muito bem possa cuidar dele. E esse tempo não pode passar de 1 ou 2 dias.

Pelo que me lembro, tive apenas um cachorro comprado e pelos meus pais, todos os outros, ganhei ou adotei de alguma forma. Adoto porque acredito ser um desperdício enorme pagar por um cachorro de raça, e por não acreditar que é possível comprar o amor por um cão.

Desde outubro, estou com um novo cachorro, a Mel. Ela é parte da família e sempre está comigo. Adotei-a em Camaquã, com a ajuda das redes sociais a encontrei e andei 200KM para buscá-la. Quando conto essa história, muitas pessoas me perguntam o motivo de eu ter ido até Camaquã e não ter adotado em Santa Cruz do Sul que tem ONGs que fazem esse trabalho.

O motivo para mim é óbvio: os bons pagam pelos ruins. Acredito que o Abrigo de Animais São Francisco de Assis faça um trabalho magnífico, ajudando animais abandonados. Mas alguém já tentou contato com eles? Eu tentei por mais de 2 anos, mas nunca obtive sucesso, não me respondiam e-mails ou não divulgavam o local onde ficam. O motivo deles é louvável: se divulgarmos, mais pessoas abandonara animais na frente da nossa sede. Eles chegam a pensar em instalar cameras para tentar minimizar o problema (reportagem da gazeta). Será que não está sendo focado no problema ao invés de focar na solução? Não seria melhor aumentar a divulgação (usar as redes sociais, site bem atualizado) e aumentar o número de adoção ao invés de tentar reduzir o número de animais abandonados?

E no final das contas, eu que sempre queria adotar um cachorro, paguei por esse monte de gente que não tem responsabilidade para ter um animal de estimação e tive que procurar em outra cidade o animal que sempre quis.

Imagem: http://www.flickr.com/photos/robertvanrijn/5863844785/

Sobre peixotmarc

Conheceu seu primeiro computador com 10 anos, era um TK2000, ligado numa TV Philco-Ford preta e branco. Comprava revistas e digitava os códigos fonte e gravava os jogos numa fita K-7 . Aos 12 anos começou a programar em DBase III, informatizou os boletins do colégio onde estudava com a ajuda do seu irmão de 15 anos. Aos 18, resolveu formalizar toda a bagagem de conhecimento que tinha em informática indo para a Universidade. Trabalhou como suporte técnico em fumageira e desenvolvedor em software house. Descobriu que as multinacionais eram os bancos públicos da década de 80 e 90 e hoje trabalha em uma das 10 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. Estuda e pelo menos tenta aplicar métodos ágeis para ter mais tempo para o que acha mais importante na vida: sua família linda.
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